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Bloco questiona degradação de Monumento Nacional megalítico de Belas |
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As “Antas de Belas”, situadas na freguesia de Belas, concelho de Sintra, e compostas pela Anta da Pedra dos Mouros, Anta das Estrias e Anta de Monte Abraão, estão classificadas como Monumento Nacional há mais de 100 anos (Despacho de 16 de Junho de 1910).
Apesar da importância deste conjunto megalítico, o desprezo por parte do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR), da Direcção Regional de Cultura e da Câmara Municipal de Sintra pela sua preservação é evidente.
Recentemente a Anta da Pedra dos Mouros, que remonta a 3.500 anos A.C., foi totalmente destruída. De acordo com declarações do presidente da Junta de Freguesia de Belas à imprensa, a situação deveu-se ao “rebentamento de rochas para construção do IC16”. Também a Anta de Monte Abraão está em avançado estado de degradação devido a actos de vandalismo e utilização do terreno circundante, a menos de 10 metros do monumento, para o depósito de lixo e entulho, alegadamente com a responsabilidade do próprio proprietário.
Esta situação representa mais um caso de clara falência da política de preservação e valorização do património histórico nacional por parte do Estado português. As denúncias por parte do Bloco de Esquerda, de autarcas e associações de defesa do património e arqueólogos sobre o estado de abandono e degradação destas antas têm sido uma constante, mas têm sido permanentemente ignoradas pelas entidades responsáveis.
Para o Bloco de Esquerda são precisas medidas urgentes para conservar, restaurar e valorizar o conjunto dos três monumentos megalíticos de Belas. Neste sentido, o Bloco de Esquerda questiona o Governo, através do Ministério da Cultura, sobre se tem o Ministério da Cultura conhecimento da degradação a que está votado o conjunto megalítico das “Antas de Belas”? Confirma o Ministério a destruição da Anta da Pedra dos Mouros, nomeadamente devido ao rebentamento de pedras para a construção do IC16? Que medidas tomou para identificar os infractores e obrigar à reposição da situação de origem? Tem o IGESPAR e a Direcção Regional da Cultura um plano de intervenção para a protecção, recuperação e valorização do património megalítico do país, em particular para as “Antas de Belas”? Veja aqui as perguntas ao Governo. |
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Catarina Martins contesta encerramento de salas de cinema na cidade do Porto |
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Nos últimos 15 anos fecharam quase todas as salas de cinema da cidade do Porto: Trindade, Lumière, Batalha, Terço, Central Shopping, Charlot, STOP, Passos Manuel. Sala a sala, o Porto foi ficando sem cinemas. Neste contexto, o encerramento das salas de cinema exploradas pela Medeia Filmes no centro comercial Bom Sucesso é particularmente penalizador para ao concelho e para toda a região; estas salas de cinema são uma referência cultural incontornável e, graças a uma programação de qualidade, diversificada e onde pontifica o cinema independente e europeu, constituem-se como um último reduto do cinema num panorama desolador.
A cidade do Porto está quase sem cinemas e a Zona Metropolitana do Porto é marcada pelas salas de cinema dos grandes grupos ligados ao cinema comercial, com uma programação monopolizada pelos sucessos de bilheteira norte-americanos e onde não há lugar para a diversidade. Esta situação tem causas várias que vão desde a centralização progressiva das estruturas culturais em Lisboa ao ataque da autarquia aos agentes culturais da cidade.
A estas causas, junta-se um novo factor que está a pôr em causa a sobrevivência do circuito de cinema independente: a artificial aceleração do processo de digitalização da exibição do cinema, provocada por um grande grupo económico, que controla a maior parte das salas de cinema do país, está a colocar as salas independentes na impossível posição de, para não fecharem as portas, se verem obrigadas a investir várias centenas de milhares de euros na digitalização do equipamento – e não têm capacidade financeira para o fazer – ou aceitar acordos que permitem a actualização tecnológica mas como contrapartida impõem a exibição de blockbusters, descaracterizando completamente a sua actividade. Esta situação prejudica tanto empresas como cineclubes e provoca a diminuição da oferta de cinema não comercial em Portugal.
É com estranheza que vemos o Ministério da Cultura alheado de toda esta situação, sem capacidade de reacção face ao ataque ao cinema independente, e nomeadamente ao cinema português e europeu, bem como à possibilidade de escolha – de acesso a escolha – por parte do público do cinema. Neste sentido, o Bloco de Esquerda questiona o Governo, através do Ministério da Cultura, sobre se tem o Ministério conhecimento da situação de asfixia das salas de cinema independentes pelas grandes cadeias de cinema comercial? Que mecanismos estão a ser implementados para garantir a continuidade de exibição em Portugal de cinema independente, e nomeadamente de cinema português e europeu? Tem o Ministério da Cultura conhecimento de que o encerramento das salas de cinema exploradas pela Medeia Filmes no Centro Comercial Bom Sucesso representa uma redução de cerca de 1/3 das salas de cinema na cidade do Porto? Como será garantida a oferta de programação de cinema diversificada à população da zona metropolitana do Porto? Veja aqui as perguntas ao Governo. |
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Catarina Martins contesta a não abertura das infra-estruturas de apoio em estação arqueológica |
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Tongobriga, estação arqueológica do Freixo, no concelho do Marco de Canaveses, é uma área classificada de 50ha, património nacional desde 1986. É evidente a sua vasta riqueza pela quantidade de achado de presença e construção romana no local.
A importância do local reside não só quantidade desse achado mas também na excepcionalidade do mesmo: um enorme forum cuja construção se terá iniciado no século II d.C.; um balneário em Pedra Formosa e as termas de construção semelhante às de Pompeia, bem como uma área habitacional extensíssima e com muito ainda por descobrir.
Apesar de terem sido investidos, durante anos, fundos em infra-estruturação de apoio e dinamização desta estação arqueológica, muita desta infra-estruturação continua sem funcionar. O Bloco de Esquerda, em visita à estação arqueológica na passada semana, constatou que o Restaurante, o Centro Interpretativo e o Auditório, infra-estruturas necessárias ao projecto delineado para esta estação arqueológica, muito embora estejam completamente prontos, nunca entraram em funcionamento.
No site desta estação arqueológica, da responsabilidade da Direcção Regional de Cultura do Norte está inclusivamente divulgado o Centro Interpretativo deste local, anunciando a sua inauguração para o início de 2010. Acontece que não só é manifestamente evidente que o investimento deixou de ser feito neste local como não existe na realidade qualquer data para a abertura ao público desta e de outras infra-estruturas já construídas. Neste sentido, o Bloco de Esquerda questiona o Governo, através do Ministério da Cultura, sobre se tem o Ministério conhecimento desta situação? Porque razão não entraram ainda em funcionamento as infra-estruturas já concluídas? Qual a estratégia do Ministério da Cultura para esta estação arqueológica e para a sua dinamização, sabendo que esta trará sempre uma dinamização territorial, económica e cultural do concelho e região envolvente? Veja aqui as perguntas ao Governo. |
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Encontro de Artistas contra cortes orçamentais |
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A Plateia e a Plataforma Cinema estão a convocar para segunda-feira, 5 de Julho às 18h no Teatro Maria Matos em Lisboa, um encontro de criadores e agentes da Cultura, para debater uma resposta conjunta aos cortes no sector.
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Cortes dramáticos na Cultura |
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Companhias de teatro criticam, ministra confessa que “o cenário é dramático para a DGA”, comissão parlamentar quer ouvir director-geral. A deputada Catarina Martins diz ao esquerda.net que a ministra “nem sequer compreende as consequências graves dos cortes”.
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Sector do Cinema exige recuo nos cortes anunciados pelo Governo |
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O sector do Cinema reuniu-se num encontro que juntou realizadores, produtores, actores, técnicos e críticos de cinema para discutir os cortes anunciados para o sector pelo Ministério da Cultura.
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