Contributos para: catarina.martins@be.parlamento.pt

 

O acesso à pluralidade e diversidade de mundos que a arte e a cultura proporcionam é um direito; um direito de acesso ao conhecimento, acesso a escolha, a igualdade de oportunidades. E cabe ao Estado assegurar esse direito, com políticas consequentes para o património e para artes, com investimento em mediação cultural, com protecção dos direitos laborais no sector cultural.

Não nos enganemos: a política cultural não é um luxo. É determinante à democracia. E é luta pelo poder. Quem entra nos equipamentos culturais, símbolos do poder em todas as épocas, quem descodifica arte e património, fontes inesgotáveis de conhecimento, tem mais: mais hipóteses de escolha, mais capacidade reivindicativa, mais qualificação, mais salário. A ausência de políticas culturais acentua o fosso das desigualdades sociais e rouba todos os dias oportunidades à esmagadora maioria da população.

O combate quotidiano do Bloco de Esquerda por justiça social passa também por aqui.


"Porque é que existe Cultura?" PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
"Nos dias que correm, ligamos a televisão e automaticamente pensamos que Portugal é um país que está a cair aos pedaços. É o PSI20 que cai, são bancos que estão quase a ir à falência e o governo vai salvá-los, são conversas "privadas" que são publicadas, licenciados que ainda ninguém sabe muito bem se são licenciados, catástrofes económicas... Mas tudo isto não será um pouco artificial?

Qual é o papel das pessoas aqui? Sustentar gestores que ganham dez vezes mais do que o salário mínimo? Ou será que, como numa verdadeira democracia, realmente temos voz e podemos manifestar as nossas opiniões? Isto que ouvimos na televisão e no rádio não são as nossas opiniões, são desvaneios, politiquisses, escândalos e "casos", sustentados por uma base que muitas vezes nos esquecemos qual é: Nós, as pessoas.

E nós criamos vários sectores. O primário, que extrai as matérias-primas, e todos os outros que sobre ele se sustentam. E no topo dessa pirâmide temos aqueles sectores que gastam muito dinheiro mas à primeira vista não servem para nada, e um desses grandes sectores é a cultura. A cultura, desde o futebol até à dança moderna, não produz, apenas melhora a qualidade de vida, faz-nos descansar, divertir, excitar, brincar, no fundo faz-nos ser aquilo que nós somos: Pessoas.

Mas há quem esteja a ameaçar esse sector vital da sociedade. Quanto mais e melhor cultura, mais as pessoas produzem, mais felizes são, melhor vivem neste pequeno país. Faz todo o sentido, e um gesto tão básico como entrar no carro e ligar o rádio, significa dar asas centenas de postos de trabalho, significa que há alguém que desenha os rádios, há quem os fabrique, há quem faça funcionar a estação de rádio, há quem faça a música que podemos ouvir na rádio, técnicos e produtores que a gravam, músicos que as criam e tocam, outros músicos que ensinam estes a criar e a tocar... Tudo para que possamos ouvir a nossa música favorita, a passar na nossa estação favorita, enquanto conduzimos o nosso carro favorito, na nossa cidade favorita.

Depois de pensar um pouco desta forma, alguém ainda pergunta quão importante é a cultura? Por causa dela, criaram-se postos de trabalho, transferiu-se dinheiro, evoluiu-se na tecnologia! Isto sim é o verdadeiro progresso progresso! Isto sim, é a verdadeira economia, real, que existe e não vive apenas no mercado especulativo ou em títulos de dívida... A cultura é tudo isso, é simultaneamente um molde e um espelho da sociedade! E porque é que existe cultura? Porque as pessoas querem.

A Cultura é um sector que sempre existiu. É necessário à sociedade, e é errado pensar apenas na bolsa de valores e na falência de um banco nos Estados Unidos, quando há um bom teatro que estamos a perder. Precisamos da cultura, precisamos de a valorizar, precisamos de ser melhores pessoas! E isso, miraculosamente, faz com que demos mais atenção à sociedade, com que vejamos com olhos de quem Vê, aquilo que podemos melhorar enquanto seres humanos neste simpático e belo planeta.

Mãos à obra!"

José Pedro Sousa, estudante de música (contributo recebido por email)

 
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Junho

29 - Reunião do Sector de Cinema, Cinema São Jorge, 18h

 

Julho

1 - Reunião com Juventude Musical Portuguesa, 12h, Assembleia da República

1- Reunião com Associação Portuguesa de Radiodifusão, 14h, Assembleia da República

5 - Reunião Geral das Artes e Cultura, 18h, Teatro Maria Matos

14 - Audição da Ministra da Cultura na Comissão Parlamentar de Ética, Sociedade e Cultura

 

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