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O acesso à pluralidade e diversidade de mundos que a arte e a cultura proporcionam é um direito; um direito de acesso ao conhecimento, acesso a escolha, a igualdade de oportunidades. E cabe ao Estado assegurar esse direito, com políticas consequentes para o património e para artes, com investimento em mediação cultural, com protecção dos direitos laborais no sector cultural.

Não nos enganemos: a política cultural não é um luxo. É determinante à democracia. E é luta pelo poder. Quem entra nos equipamentos culturais, símbolos do poder em todas as épocas, quem descodifica arte e património, fontes inesgotáveis de conhecimento, tem mais: mais hipóteses de escolha, mais capacidade reivindicativa, mais qualificação, mais salário. A ausência de políticas culturais acentua o fosso das desigualdades sociais e rouba todos os dias oportunidades à esmagadora maioria da população.

O combate quotidiano do Bloco de Esquerda por justiça social passa também por aqui.


Ainda o Orçamento de Estado PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

Para além das propostas apresentadas em sede de PIDDAC, o Bloco de Esquerda apresentou um conjunto de propostas de alteração ao Orçamento de Estado com duas preocupações fundamentais: a acessibilidade de bens culturais e os direitos dos profissionais.
Propusemos a aplicação da taxa reduzida de IVA a filmes, discos e instrumentos musicais, à semelhança do que já acontece com livros e jornais.
Propusemos uma clarificação do conceito de promotor para efeitos de isenção de IVA das prestações artísticas, que daria resposta aos problemas de interpretação e à petição da GDA.
Propusemos uma protecção social específica para as artes do espectáculo e audiovisual que permitiria acesso a direitos como a protecção no desemprego aos profissionais intermitentes
Propusemos uma nova classificação das actividades em sede de IRS que clarificaria os direitos dos profissionais e responderia à multiplicidade e transversalidade das profissões nas artes, no espectáculo e no audiovisual.
As propostas foram todas chumbadas, pela coligação do Governo com a direita parlamentar, que no seu sectarismo chumbou mesmo as propostas que, resolvendo problemas concretos e urgentes, não tinham qualquer impacto na receita ou na despesa.
Ainda assim não esmorecemos. Sabemos que foi o trabalho do Bloco de Esquerda que colocou temas da cultura e dos profissionais da arte no debate do Orçamento de Estado. É um percurso difícil, mas é essencial…

 

Catarina Martins

 
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Junho

29 - Reunião do Sector de Cinema, Cinema São Jorge, 18h

 

Julho

1 - Reunião com Juventude Musical Portuguesa, 12h, Assembleia da República

1- Reunião com Associação Portuguesa de Radiodifusão, 14h, Assembleia da República

5 - Reunião Geral das Artes e Cultura, 18h, Teatro Maria Matos

14 - Audição da Ministra da Cultura na Comissão Parlamentar de Ética, Sociedade e Cultura

 

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